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30/1 - QUINTA + CEDO | EDGAR NO MUNDO PENSANTE

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Rua Treze de Maio 830

Bela Vista

São Paulo, SP 01327000

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Edgar apresenta no palco no MP o álbum Ultrassom!

Sobre este evento

Quinta + Cedo é o novo projeto do Mundo Pensante que abre o palco como uma alternativa para fomentar artistas da cena musical. Acontece todas as quintas-feiras às 21 horas, antes da festa Embalo.

Na quinta do dia 30/1 recebemos Edgar apresentando o álbum Ultrassom!

Edgar surgiu na paisagem da música brasileira como um rapper alienígena multicolorido que faz o próprio figurino a partir do upcycling, mas isso apenas resvala na superfície de sua complexidade. Seu disco Ultrassom (2018/Deck Disc), produzido por Pupillo, alcançou ótima repercussão de público e crítica. O artista também tem uma marcante participação no disco de Elza Soares com a música “Exú nas Escolas”, e no mais novo álbum do BaianaSystem, na faixa “Sonar".

No mesmo ano de lançamento do disco foi indicado a artista revelação no Prêmio Multishow e APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte. O álbum recebeu menções nas listas dos melhores álbuns do ano passado da Rolling Stone Brasil, Estado de São Paulo, APCA, Bravo e Noize, e o show de Ultrassom, que entrou na lista dos melhores de 2018 da Folha de São Paulo, Diário Online e do site Popload, vai além da representação das músicas.

Edgar já passou pelos maiores festivais de música do Brasil, como RecBeat, Bananada e Rock in Rio, em participação especial no show de Elza Soares. Ainda em 2019 se apresenta no Festival Transmusicales, na França, e em 2020 sobe ao palco do Lollapalooza Brasil.

Sobre Ultrassom

A transição que atravessamos nesta entrada de século não é única: são diferentes evoluções e transformações que se superpõem causando uma avassaladora sensação de caos, desconforto e paranoia. Não é apenas a mudança do analógico para o digital ou a chegada do novo milênio, nem só a questão ambiental, o mercado financeiro ou a globalização selvagem; a metamorfose do trabalho, o futuro da medicina, a inteligência artificiais e questões sexuais e raciais que se impõem frente a paralisias políticas, econômicas e culturais que achatam expectativas e frustram sonhos.

Edgar surge como uma espécie de arauto avesso desta era incerta. Ele surgiu na paisagem da música brasileira como um rapper alienígena multicolorido que faz o próprio figurino a partir de objetos descartados, mas isso apenas resvala na superfície de sua complexidade. Sem residência fixa, o cantor de Guarulhos aprendeu a rimar sozinho, ainda adolescente, a partir de aulas de percussão que teve em sua cidade-natal, encaixando palavras e sílabas para imitar a batida de tambores e repiques, enquanto entendia a diferença entre gêneros e ritmos musicais. O rap foi uma referência que veio com os amigos - ao mesmo tempo que a música eletrônica, especificamente o psy -, mas ouvia música nordestina através dos pais pernambucanos e discos de rock por influência do irmão. Mais que alienígena, Edgar é 100% terráqueo, embora pertença já a uma nova safra de seres que ainda habitarão este planeta.

E é uma safra essencialmente brasileira, um mashup de passado e futuro que alterna momentos de delírio e desespero, de dor e de diversão, de desejo e de desilusão. Edgar é o pós-homem cordial, o pós-malandro e o pós-otário que se encontram na mesma pessoa, felizes e tristes ao descobrir, ao mesmo tempo, que estavam sendo enganados. Sua alternância de realidades vai para além do dial do rádio ou do zapping na televisão, instrumentos analógicos que não acompanham a complexidade do novo século. A cada nova música Edgar abre centenas de abas de referências, cada uma delas com hiperlinks lógicos inacreditáveis: deuses, marcas, mitos e estatísticas que confirmam ou desmentem probabilidades cogitadas no verso anterior. E isso falando apenas de suas letras - que enfileiram versos emblemáticos como “o amor está preso em uma camisa de vênus, a realidade foi posta em uma camisa de força”, “o futuro é uma criança com medo de nós”, “colocamos nossos filhos em um coma induzido” e “nossas guerras estão gerando novos games”.

Sua musicalidade é quadrada, robótica e sintética, pouco se relaciona com as bases do rap comercial e se ancora no “Planet Rock” em que Afrika Bambaataa colocou os robôs do Kraftwerk para dançar break. Não por acaso seu produtor é o baterista Pupillo, um dos fundadores da Nação Zumbi, que enxergou no DNA de Edgar algo próximo à cena em que viu nascer, em sua cidade, um quarto de século antes.

Diferente da Semana Modernista de 1922 e da Tropicália, tanto o mangue beat quanto o imaginário criado por Edgar fundem o intelectual e a selva, o asfalto e o morro, a cidade e o interior. Não há mais a dicotomia entre quem tem e quem não tem, quem é e quem não é. Tudo é uma coisa só - e a melhor tradução para isso talvez seja a própria cidade de São Paulo, não por acaso cidade-natal dos poucos convidados do disco: a cantora Céu, o MC Rodrigo Brandão e o tecladista Maurício Fleury, cada um presente com seu peso e seu pulso neste grande caos organizado ao redor do cérebro de Edgar.

Suas rimas logo descrevem imagens pouco prováveis na música brasileira: misturando ficção científica com jornalismo e poesia, Edgar recria clichês e frases de efeito em uma colcha de retalhos verbal que pinta distopias nada fáceis de digerir, jogando a realidade na cara do ouvinte com todo seu surrealismo fantástico. Nômade, morou em São Paulo, em Minas Gerais, no Sul e no Pernambuco - e para onde mais sua música o levar. Ele flerta com os extremos de tudo: o luxo e o lixo, o alto astral e a bad vibe, a tensão e o tesão, o perigo e a oportunidade. Seu primeiro disco, Ultrassom, é a imagem de algo que ainda não existe - mas há uma certeza intrínseca a essa (r)existência: ela é brasileira.

Alexandre Matias

Agosto/ 2018

Lembrando que na sequência a noite segue linda com a programação da Festa Embalo com DJ Nuts e convidados.

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Abertura da casa: 21h

.:: Entrada:

R$25 _ lote promocional

R$30 _ lote 1

R$35 _ lote 2

R$40 _ porta

.:: Ingressos antecipados:

.:: Compre seu ingresso pessoalmente sem taxas de conveniência: Lab Mundo Pensante (Rua Treze de Maio, 733 - Bela Vista - São Paulo - SP), das 14h às 22h

.::Proibida a entrada de menores de 18 anos ::.

..:: Aceitamos dinheiro e cartões de débito e crédito :..

*No dia do evento é necessário apresentar RG na porta.

**Casa sujeita a lotação.

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Tel:. 50822657

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