Gratuito

Abertura exposição Memento Mori

Ações e painel de detalhes

Gratuito
Descrição do evento
Curadoria de Claudinei Roberto da Silva

Sobre este evento

Artistas: Alexandra Ungern, Carolina Caliento, Claudia Tavares, Christiana Moraes, Heloisa Lodder, Iara Freiberg e Nilson Sato

Memento mori

“Todas as coisas são difíceis; o homem não nas pode explicar com palavras. O olho não se farta de ver, nem o ouvido se enche de escutar.” Eclesiastes.

Existe entre nós um mal estar evidenciado pela disseminação implacável de um vírus letal, a cujas vitimas e seus familiares prestamos reverência, e pela ascensão e permanência daqueles que negando o fenômeno veneram a morte. São sinais incontestáveis da decadência e talvez da agonia de uma civilização que ainda assim se pretende hegemônica. São os sintomas decorrentes da inconsequência política que admite e mesmo promove, entre outras coisas, a gestão irresponsável dos finitos recursos naturais do planeta. O “ceticismo humanista” de alguns artistas anteviu e elaborou nas suas obras a situação que vivenciamos, eles previram a nossa incapacidade no socorro aquela considerável parcela da humanidade tornada miserável pela lógica avara de alguns, previram a inaptidão para comunicarmo-nos uns com os outros, a incompetência no cuidado e na gerência dos afetos, tudo esteve na cogitação desses artistas que através de suas poéticas construíram narrativas que sugerem a salvação pelo silêncio que não se traduz em contemplação passiva da beleza, mas que pelo contrário nos impele a ação, uma ação que começa pela revolução do sujeito que confrontado com a obra esta diante de um espelho, a imagem refletida nele é que exige respostas as perguntas que a obra formula.

Memento mori é uma saudação latina que monges católicos usam em mosteiros e que significa “lembre-se de que vai morrer”, pode ser lida como advertência e um apelo a uma vida que se guie pelas melhores normas, aqui ela dá nome a exposição coletiva que inaugura um novo espaço e uma nova etapa do Ateliê Alê. Ilustra também atitude de artistas que enfrentam questões que afetam a vida na contemporaneidade destilando obras cujas características residem justamente no confronto franco de realidades nada palatáveis vertida em imagens de beleza ás vezes terrível ou que são francamente grotescas, em qualquer dos casos existe nelas um sentido de urgência, uma intensividade terapica capaz de mobilizar energias que interrompam as pulsões de morte desses tempos. A cura pelo choque.

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