Ciclo de Conferências do IED - O Design na Floresta dos Símbolos
Gratuito
Ciclo de Conferências do IED - O Design na Floresta dos Símbolos

Ciclo de Conferências do IED - O Design na Floresta dos Símbolos

Informações do evento

Compartilhar este evento
Data e hora
Localização
Localização

IED São Paulo e IED Rio

Rua Maranhão, 617 - Higienópolis

Rua João Luis Alves, 13 - Urca

São Paulo e Rio de Janeiro, Brazil

Ver mapa

Descrição do evento

Descrição

O Istituto Europeo di Design – IED, faculdade internacional, comemora 50 anos no mundo e apresenta o Ciclo de Conferências “O Design na Floresta dos Símbolos”. Massimo Canevacci, antropólogo italiano radicado no Brasil, e Joaquim Machado, geneticista, abordam o tema, buscando relações entre Design, Antropologia, Natureza e a metrópole contemporânea e seus modos de vida. Serão cinco encontros, realizados alternadamente entre São Paulo e Rio de Janeiro, com transmissão simultânea, gratuitos e abertos ao público, e vagas limitadas. 

A curadoria é do italiano Marco Zanini, diretor do Comitê Científico do IED Brasil e fundador, ao lado do ítalo-austríaco Ettore Sottsass, do Memphis, movimento cultural de vanguarda que atuou de 1981 a 1987, em Milão.




Agenda das Conferências

19/05 – no IED São Paulo (abertura), quinta-feira, às 19h30

O DESIGN NA FLORESTA DOS SÍMBOLOS – I:  BOTTEGA DIGITAL - Por Massimo Canevacci

A antropologia aplicada ao design é uma transfusão – sincrética, ubíqua, polifônica – entre as experiências da renascença clássica e da tecnocultura digital. O design expandido é um “re-enacting” da bottega na metrópole comunicacional. Na bottega, o maestro era uma mistura de artesão e artista: ele era capaz seja de trabalhar corporalmente com as mãos e os olhos; seja de inventar mentalmente obras nunca imaginadas antes. No IED, o designer é artífice com um corpo cheio-de-mentes. Expansão  dos olhares e  imaginação exata inventam atratores, códigos estéticos que atraem os olhos pelas potencialidades inovadoras e sedutoras.




16/06 – no IED Rio, quinta-feira, às 19h30

O DESIGN NA FLORESTA DOS SÍMBOLOS – II:  ÉDEN OU MATRIX? Por Joaquim A. Machado

O Design é uma propriedade, uma qualidade intrínseca, um parâmetro emergente a partir da Complexidade e da Organização. Possui natureza puramente informacional e semiótica, e assim é componente sine qua non da construção e coevolução dos objetos complexos – não vivos e vivos – decorrentes da dissipação da Informação. São cristais de imaginação. Arte, Mente e Cérebro, Cognição e Semântica, o Objetivo Estético e o Sublime são examinados à luz das aspirações de retorno ao Éden (Neobucolismo?) ou da inevitabilidade da viagem a uma Zion matrixiana (Ex-machina?).




15/09 – no IED São Paulo, quinta-feira, às 19h30

O DESIGN NA FLORESTA DOS SÍMBOLOS – III: ESTÉTICA SINTÉTICA - Por Joaquim A. Machado

O ermo e a urbe são os espaços da interferência criativa humana. A história da Tecnologia é a crônica da coevolução dos cristais de imaginação humana – os objetos tecnológicos. Às portas está a interação conceitual e operacional entre a Inteligência Artificial e a Biologia Artificial, explicitando as possibilidades de uma regênese e suas decorrências fractais. O Design como propriedade intrínseca à Organização já se expressa como uma Estética Sintética, oferecendo instigantes oportunidades acadêmicas e empresariais para um país como o Brasil, capaz de transitividade entre a visão do paraíso, com seu doce balanço a caminho do mar, e o futuro-quase-presente espaço de objetos, produtos e seres sintéticos.




20/10 – no IED São Paulo, quinta-feira, às 19h30

O DESIGN NA FLORESTA DOS SÍMBOLOS – IV: DESIGN VAGANTE - Por Massimo Canevacci

As relações entre etnografia e design afirmam diversas dimensões sobre o vago e o vagante. Se vaga é a beleza fugidia, vagar é viajar sem meta. A combinação entre abandonar-se à beleza vaga e o vagar pelo prazer da desorientação encontra as dimensões ubíquas do design expandido. A pesquisa etnográfica dirige os olhares nos panoramas urbanos praticando uma metodologia vagante entre sincretismos e fetichismo. Nesta perspectiva, o design etnográfico se delineia como vago no objeto (as obras belas) e vagante no método (os olhares indisciplinados). Tudo está inquieto porque – na floresta dos símbolos – nada foi terminado.




10/11 – no IED Rio, quinta-feira, às 19h30 (encerramento)

O DESIGN NA FLORESTA DOS SÍMBOLOS  – V: META-FETICHISMO - Por Massimo Canevacci

O fetichismo industrialista se muda em fetichismos visuais disseminados entre metrópole comunicacional e tecnologia digital. Os fetichismos visuais misturam publicidade, moda, música, arte, arquitetura e design. Nas práticas, a hipótese de um meta-fetichismo reinventa a meta-morfose pra realizar (performar) um desejo difundido em muitas culturas: mudar identidades, formas, corpos, vidas... Meta-fetichismo libera as incrustações estereotípicas de colonialismo, alienação, perversão, sentido comum; incorpora orgânico/inorgânico, material/imaterial, skin/screen, carne/tecnologia; cruza histórias e mitos; vivifica o que é inanimado: objetos, coisas, mercadorias. Meta-fetichismo elabora o design meta-morphico, subvertendo o “estado das coisas”: porque as coisas não têm estado, mas movimento.




Sobre os conferencistas:

Massimo Canevacci é professor de Antropologia Cultural e de Arte e Cultura Digital na Faculdade de Ciências da Comunicação, Universidade de Roma "La Sapienza". Como professor visitante, tem sido convidado por diversas universidades europeias, além de ter atuado em Tóquio (Japão) e Nankin (China).

Desde 2010, é professor visitante no Brasil: Florianópolis (UFSC), Rio de Janeiro (UERJ) e São Paulo (ECA-USP). Atualmente, também é membro-convidado do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, um dos centros de pesquisas mais notáveis da América Latina. No ano 1995, recebeu pela Presidência da República brasileira  a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.

É autor de várias obras de referência, incluindo “A cidade polifônica. Ensaio sobre a antropologia da comunicação urbana” (Studio Nobel, 1993), “Fetichismos visuais – corpos erópticos e metrópole comunicacional” (Ateliê Editorial, 2015), “A linha de pó. A cultura Bororo entre tradição, mutação e auto-representação” (Annablume, 2012) e “Sincretismos – uma exploração das hibridações culturais” (Studio Nobel, 1996).

Joaquim A. Machado é Doutor em Genética e Evolução pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), da Universidade de São Paulo, com especialização em Genética Genômica pelo The Volcani Center, de Israel, e pelo Institute National de la Recherche Agronomique, de Bordeaux, França.

Por 15 anos, trabalhou com Diplomacia Corporativa em Biodiversidade e Biotecnologia para as empresas Zeneca, Novartis e Syngenta e como consultor científico da Delegação Brasileira na Convenção sobre a Diversidade Biológica (ONU/UNEP/CBD).

É professor colaborador do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo. Foi ainda professor da Unicamp e de outras instituições de ensino. Escreve periodicamente para a revista S/N, editada por Bob Wolfenson e Hélio Hara, e é editor da newsletter Mindwings & Leblon Newsletter: Science, Art and Politics.

Compartilhar com amigos
Data e hora
Localização

IED São Paulo e IED Rio

Rua Maranhão, 617 - Higienópolis

Rua João Luis Alves, 13 - Urca

São Paulo e Rio de Janeiro, Brazil

Ver mapa

Salvar este evento

Evento salvo