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[curso] Teorias clássicas da fotografia e suas revisões: Benjamin, Barthes,...

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Professor: Ronaldo Entler

[curso da série Sobre clássicos]

Este curso revisita quatro autores clássicos das teorias da fotografia, considerando modos e momentos distintos de sua recepção pelas pesquisas no campo. Além de relembrar suas contribuições, pretende-se colocá-los em diálogo com o pensamento de outros autores que afrontam, complementam ou ampliam a compreensão de seus conceitos-chave. Serão abordados o conceito de aparelho, cunhado por Vilém Flusser e que encontra na noção dispositivo ora um sinônimo, ora um contraponto; o punctum, proposto por Roland Barthes e posteriormente relido por Didi-Huberman como sintoma; a aura da obra de arte, cuja crise na modernidade é apontada por Walter Benjamin, mas que parece ressurgir na forma artificial do fetiche; e a ideia de mundo-imagem, lançada por Susan Sontag, que convida a tensionar de várias formas a relação entre representação e realidade.

Observação: Um segundo módulo deste curso, que abordará autores contemporâneos, será oferecido no segundo semestre de 2019.


Sobre a série Sobre Clássicos: Esta série de cursos visa ao estudo da obra de fotógrafos ou críticos que tiveram importância vital na história da fotografia.


PROGRAMA

1) Vilém Flusser: o aparelho e o dispositivo

Artistas e críticos têm recorrido ao conceito de dispositivo, algumas vezes como sinônimo, outras como algo vai além da noção flusseriana de aparelho. O atrito entre esses termos permite, de um lado, demarcar uma crítica ao filósofo tcheco naturalizado brasileiro Vilém Flusser, e, de outro, buscar na filosofia do aparelho uma discussão sobre a cultura que vai muito além das questões relativas à fotografia.

2) Roland Barthes: o punctum e o sintoma

Esse aspecto insolente da imagem que o crítico e semiólogo francês Roland Barthes chamou de punctum tornou-se algo muito desconfortável, num momento em que as teorias se esforçam em desvendar as gramáticas que regem a fotografia. Tomando emprestada da psicanálise o conceito de sintoma, Didi-Huberman recoloca a ideia do punctum, manifestando convergências e divergências com o pensamento de Barthes.

3) Walter Benjamin: a aura e o fetiche

O filósofo alemão Walter Benjamin chama de aura a experiência de distância que a obra de arte impõe e que se perde quando ela é submetida à reprodutibilidade técnica. De um lado, uma série de gestos dessacralizantes dos artistas do século XX pode ser lida como parte desse processo. De outro, diversos autores – que compartilham com Benjamin uma formação marxista – falarão de um brilho mais artificial reivindicado pela arte, que pode ser pensado pela noção de fetiche.

4) Susan Sontag: o mundo-imagem e a realidade simbólica

Enquanto as teorias da fotografia tentam entender o modo como a imagem pode alcançar o real, a escritora norte-americana Susan Sontag observa o fato de que o mundo se reduz à condição de imagem. Se essa inversão permite uma crítica aguda à cultura contemporânea, ela também abre uma brecha para superar a polarização entre representação e realidade, questão fundamental para entender o modo como nossa realidade cultural é constituída de representações.


PROFESSOR

Ronaldo Entler é pesquisador e crítico de fotografia, mestre em multimeios pelo IA-Unicamp, doutor em artes pela ECA-USP e pós-doutor pelo Decine-Unicamp. É professor da Faap, onde coordena a extensão e a pós-graduação da Faculdade de Comunicação e Marketing. Edita o site Iconica e é colunista do site da revista ZUM.


BIBLIOGRAFIA

Básica

BARTHES, Roland. A câmara clara: nota sobre a fotografia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

BENJAMIN, Walter. “Pequena história da fotografia” e “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”, in Obras escolhidas: magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1985.

FLUSSER, Vilém. Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002.

SONTAG, Susan. “O mundo-imagem”, in Sobre fotografia. São Paulo, Cia das Letras, 2007.

Complementar

AGAMBEN, Giorgio. “O que é um dispositivo”, in O que é o contemporâneo? E outros ensaios. Chapecó: Argos, 2009.

DIDI-HUBERMAN, Georges. Diante da imagem: questão colocada aos fins de uma história da arte. São Paulo: Editora 34, 2013.

GUÉRON, Rodrigo. Da imagem ao clichê, do clichê à imagem: Deleuze, cinema e pensamento. Rio de Janeiro: Nau, 2011.

PALHARES, Taísa. “Aura: o valor de culto da obra de arte”, in Aura: a crise da arte em Walter Banjamin. São Paulo: Barracuda, 2006.


O curso tem 4 aulas e será realizado às quartas-feiras, das 19h às 21h, nos dias 5, 12, 19 e 26 de junho.

Só receberá certificado de participação o aluno que estiver presente em pelo menos 3 aulas do curso. (a presença será computada em até 30 minutos depois do início da aula).


Perguntas frequentes

Há exigências de idade mínima para entrar no evento? Idade mínima de 16 anos.

Quais são minhas opções de transporte/estacionamento para chegar ao evento?

Metrô: próximo às estações Consolação (Linha Verde) e Paulista (Linha Amarela).

Ônibus: pontos na rua da Consolação e na avenida Paulista, com várias opções de linhas.

Estacionamento: não há estacionamento no local, apenas vagas especiais para pessoas com deficiência.

Como posso entrar em contato com o organizador se tiver perguntas? Pelo email cursos.paulista@ims.com.br.

Qual é a política de reembolso? É permitido solicitar o reembolso integral até 7 dias antes da data de início do evento.

Preciso levar meu ingresso impresso para o evento? Não é necessário levar o ingresso impresso, apenas um comprovante de identidade.

Posso atualizar as informações da minha inscrição? A atualização de informações pode ser feita até 1 dia antes do início do curso.

Minha taxa de inscrição ou o ingresso podem ser transferidos? A transferência da matrícula pode ser feita até 1 dia antes do início do curso. Após o início do mesmo, não é possível fazer a transferência.

O nome no meu ingresso ou na minha inscrição não coincide com o nome do participante. Há algum problema? Sim, é preciso que o nome da matrícula seja o mesmo de quem irá frequentar o curso. Caso tenha comprado o curso para outra pessoa, é possível fazer a transferência do mesmo até 1 dia antes do início do curso.

Quem tem direito a meia-entrada? Estudantes, professores e maiores de 60 anos têm 50% de desconto em todos os cursos, mediante apresentação de documento comprobatório no dia do evento.

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