Filosofia Política: Democracia, ódio e amor.

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O ÓDIO PELA DEMOCRACIA E A DEMOCRATIZAÇÃO DO AMOR

Sobre este evento

Informações práticas:

O valor do ingresso é único e te da acesso ao ciclo trimestral de encontros (30 de agosto à 18 de outubro) que consiste em 8 aulas com duração de 3h cada.

Os encontros serão online por videoconferência através da plataforma Zoom.

Todas as segundas-feiras em dois horários: das 15h às 18h e das 20h às 23h (escolha o melhor horário e após efetuar sua inscrição entraremos em contato, então informe em qual turma você quer fazer parte)

Os inscritos receberão link de acesso à sala virtual por whats app e link de acesso ao material bibliográfico no google drive.

Sobre o curso:

Ataques ao processo eleitoral.

Voltamos a debater o voto impresso.

Pedido de impeachment à ministro do STF.

Discursos autoritários e ataques a independência dos poderes legislativos e judiciários.

Tudo isso e muito mais realizado por alguém eleito democraticamente.

Como um antidemocrata pode se beneficiar da democracia?

Como pode a democracia abrigar um poder que tenta destrui-la?

A pergunta é: ela pode mesmo abrigá-lo?


		Imagem do evento Filosofia Política: Democracia, ódio e amor.

No Brasil, se consagrou o populismo em repúdio ao discurso político. Um cenário ameaçador se desenha as vésperas das eleições de 2022, enquanto vemos a instauração da sociedade 5.0, na qual o Capitalismo de Vigilância (ZUBOFF, 2020) controla os pilares da chamada democracia de mercado.

Aquilo que poderia ser militância política nas redes sociais, foi reduzido a mera replicação de memes, posts e a cliques de likes e dislikes na internet. Os modos de viver on/offline produziram uma exaustão que nos despotencializou, desmobilizou, e agora, impede a percepção de que estamos prisioneiros de uma alienação que assumiu a forma de uma dominação cognitiva, psíquica e afetiva.

A espetacularização do cotidiano postada nas redes se transformou em um ambiente pornológico, nos doutrinando a eleger a comunicação instantânea através de imagens, ao custo do abandono das práticas reflexivas e críticas. A promiscuidade entre política e entretenimento, a obscenidade informacional e a comunicação pornográfica, se tornaram um tipo de esporte nacional.

Junto a este cenário nacional o horror global produz uma espécie de ressonância entre o ambiente interno e o internacional. Uma crise sanitária de proporções globais ameaça a vida humana, desastres ambientais devastam países, como o Haiti, no qual um terremoto, um ciclone, uma epidemia e um golpe político se somam mostrando que o inferno tem diversos subsolos. No Afeganistão, extremistas tomam o poder obrigando civis em desespero tentar fuga dependurados em aviões militares, enquanto países fronteiriços como Grécia e Turquia, se apressam mais para erguerem muros e impedir aqueles que tentam a fuga por terra, do que para conter o fogo que devasta sua natureza. A Amazônia e o mundo queimam em fogo devastador, a crise climática soa suas sirenes de emergência enquanto os primeiros trilionários da história fazem turismo espacial e investigam as condições para empreendimentos coloniais extraterrestres.

Parece uma narrativa apocalíptica, mas é apenas o cotidiano capitalista estampado nos jornais num dia comum em 2021.

Diante de tudo isso, o que nos cabe? Há alguma força possível?

Quando o casamento entre ódio e democracia se tornam tão atuais, estaria o amor solteiro no mundo de agora?

O amor ficou cringe?

A proposta deste curso é estudarmos, os problemas estruturais e as virtudes da Democracia através de autores da filosofia, sociologia, história, psicanálise, antropologia e etc, e tentar reconhecer, o amor como forma de conhecimento complexa.

Relembrar o amor como a força revolucionária que nos coloca em cooperação, solidariedade, nutre sentimentos coletivos e alimenta as forças biófilas. Pensar o amor enquanto afeto ético-político nas estratégias adaptativas que garantiram, desde sempre, a permanência da nossa espécie.

Para ler os desastres históricos e como chegamos até aqui, estudaremos autores das ciências humanas e para pensarmos o amor como um modo de transformar este “aqui” no qual estamos, especularemos formulações juntos a literatura, a poesia e as artes.

O convite é pensar o amor, a democracia e a vida.

A democracia como forma de amor a vida.

Amar a vida democraticamente. Democratizar a vida do amor. Amar a vida da democracia. Viver uma democracia do amor.

Anima estudar com a gente?


		Imagem do evento Filosofia Política: Democracia, ódio e amor.

THIAGO ALIXANDRE é bailarino, coreógrafo e cantor profissional, produtor cultural, atuou como crítico de dança no Jornal Gazeta de Votorantim de 2013 a 2016, é presidente do conselho municipal de cultura de Votorantim (2016/2021), professor de teoria e prática da dança, filosofia e teorias do corpo. Idealizador e coordenador do Núcleo de Artes e Educação Parque da Autonomia, idealizador e coordenador da Mostra Nacional Dança na Pedreira (2011, 2012, 2014 e 2016), graduado em Filosofia pela UNIMES e mestre em comunicação e semiótica pela PUC-SP, orientado pela professora e crítica de dança Helena Katz. É ainda membro pesquisador do CED (centro de estudos em dança da PUC-SP). Foi professor universitário na faculdade de artes cênicas Célia Helena (2020). Em 2021 atua como intérprete no processo de pesquisa em dança Anatomias para o Desassossego, dirigido por Vera Sala.

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Organizador Thiago Alixandre

Organizador de Filosofia Política: Democracia, ódio e amor.

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