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Filosofia Política: lógica binária

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UM CURSO LIVRE DE FILOSOFIA POLITICA PARA PENSARMOS O AGORA.

Sobre este evento

Informações práticas:

O valor do ingresso é único e te da acesso ao ciclo trimestral de encontros (17 de agosto a 12 de outubro) que consiste em 9 aulas com duração de 3h cada.

Os encontros serão online por videoconferência através da plataforma Zoom.

Todas as segundas-feiras em dois horários: das 15h às 18h e 20h às 23h (escolha o melhor horário e após efetuar sua inscrição entraremos em contato, então informe em qual turma você quer fazer parte)

Os inscritos receberão link de acesso à sala virtual e link de acesso ao material bibliográfico no google drive.

E se o escuro não for o contrário da luz?

E se o céu não for a oposição ao chão?

E se a vida não for exatamente o oposto da morte?

E se a cura não for a extinção da doença?

E se o homem não for o inverso a mulher?

E se a presença não fosse o avesso da ausência?

Pistas para as conversas:

Como faz para denunciar e destituir uma violência sem reproduzir a lógica que supomos estar combatendo?

Como combater o discurso que oprime sem ocupar o papel de opressor?

É possível lutar por uma imensa minoria em direitos sem guetificar o debate? Como escaparmos das ciladas das tribos morais que fundam as relações nós contra eles?

Dá para ser branco e se comprometer numa militância e luta antirracista por exemplo, sem ocupar os espaços de representatividade e fala daqueles que foram sistematicamente silenciados, invisibilizados e mortos historicamente?

Homem pode ser feminista? Pessoa cis pode lutar por causas trans? Héteros devem pensar questões homossexuais? Em que medida e quais ações pessoas de classe média devem se engajar em causas de combate a pobreza?

Repare que até agora as perguntas elaboras são enunciados que partem de pressupostos binários: Isso aqui, pode com aquilo ali? Seriam estas as perguntas a serem feitas? Se tem um isso e um aquilo, estamos falando de duas coisas diferentes. De fato, mas elas são diferentes em comparação, em contraposição ou seriam elas diferentes em relação?

Parecem ser estas, questões urgentes, não exatamente a serem respondidas, mas a serem formuladas de outro modo, para nos dar a chance de seguir operações lógicas diferentes.

O curso deste semestre pretende contribuir com o reconhecimento de que vivemos sob o regime soberano da lógica binária na composição das nossas relações políticas, afetivas, culturais, psíquicas, sociais, tecnológicas entre outros campos da vida.

Parece urgente reconhecer este traço que nos marca forte para lidarmos de modo mais adequado com os debates sobre gênero, sexualidade, racismo, machismo, homofobia, transfobia, patriarcado, branquitude, cosmopolíticas neoliberais, ontologias dualistas, psicopatologias diante das telas entre outras diversas questões alimentadas e estruturadas pelo pensamento binário.

Separamos o mundo em dois, operamos por binômios opositores, agimos a partir de premissas dualistas, somos maniquestas, mas seria esta a lógica da vida?

A vida seria simples assim?: Em cima ou embaixo, direita ou esquerda, preto ou branco, homem ou mulher, homo ou hetero, doente ou saudável, vivo ou morto, preso ou livre, triste ou feliz, céu ou inferno, deus ou diabo, bem ou mal, certo ou errado, eu ou o outro, nós ou eles...

Ou a vida seria mesmo um paradoxo relacional de contradições múltiplas e redes complexas, diversas, variadas, e complementares sempre circunstanciais, e em transformação constante?

Vamos pensar juntos sobre isso?

Este é o convite!

THIAGO ALIXANDRE é bailarino, coregrafo e cantor profissional, estudante de violão popular e piano erudito, produtor cultural, crítico de dança no Jornal Gazeta de Votorantim desde 2013, presidente do conselho municipal de cultura de Votorantim (2016/2020), professor de teoria e prática da dança, filosofia e teorias do corpo. Idealizador e coordenador do Núcleo de Artes e Educação Parque da Autonomia, idealizador e coordenador da Mostra Nacional Dança na Pedreira (2011, 2012, 2014 e 2016), graduado em Filosofia pela UNIMES e mestrando em Comunicação e semiótica pela PUC-SP orientado pela professora e crítica de dança Helena Katz. É ainda membro pesquisador do CED (centro de estudos em dança da PUC-SP) e professor universitário na faculdade de artes cênicas Célia Helena.

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