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Filosofia Política: Pornocracia no Brasil - Segundo Ciclo

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Descrição do evento
Bolsonarismo e a perversão do necropornobiopoder

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Informações práticas:

O valor do ingresso é único e te da acesso ao ciclo trimestral de encontros (03 de Maio à 05 de Julho) que consiste em 10 aulas com duração de 3h cada.

Os encontros serão online por videoconferência através da plataforma Zoom.

Todas as segundas-feiras em dois horários: das 15h às 18h e 20h às 23h (escolha o melhor horário e após efetuar sua inscrição entraremos em contato, então informe em qual turma você quer fazer parte)

Os inscritos receberão link de acesso à sala virtual e link de acesso ao material bibliográfico no google drive.

Quais são as condições regulatórias que fazem de uma democracia uma pornocracia?

Qual a relação entre o fato da vida privada estar hoje indistinta da vida pública e a ação da mídia, que vem construindo um regime pornocrático, com sujeitos “des-erotizados” e pornográficos?

Quais práticas e lições os sujeitos de uma pornocracia devem aprender para sustenta-la?

O que temos a reconhecer quando o explícito, o obsceno e o pornográfico se eclipsam em Pornocracia?


		Imagem do evento Filosofia Política: Pornocracia no Brasil - Segundo Ciclo

Declarações obscenas, sexualização de contextos, trocadilhos maliciosos, obsessão compulsiva por exemplos fálicos, piadinhas vulgares, o que estas práticas dizem a respeito de um governo?

Se o mundo todo é um palco, como descreve Shakespeare (1600), se desde Débord (1967) sabemos que vivemos na sociedade do espetáculo, se com Augusto Boal (1975) sabemos que nem todos fazem teatro como ofício, mas, em certa medida somos teatro porque somos atores dos nossos atos e, ao mesmo tempo, expectadores deles, se com Andrew Hewitt (2005) sabemos que nos regem coreografias sociais, e com Byung-Chul Han (2012) chegamos à noção de teatrocracia, vamos propor aqui que, na coreografia teatrocrática da Pornocracia brasileira, o que acontece não é exatamente interpretação, mas dissimulação.

Ministro dissimulando ser ministro, presidente que não preside e governos que desgovernam são atores políticos que dissimulam, portanto se assemelham ao ator pornô, que não interpreta personagem qualquer, apenas dissimula a si mesmo. A atuação pornográfica resume-se a um si representando a si mesmo em uma performance de si e se esvazia em exibição pulsional, portanto, pornográfica.

O intuito deste curso é demonstrar como a economia política da comunicação obedece agora ao regime da Pornocracia. Estudaremos a pornografia como um logos e uma razão lógica, que agora regula a economia, a política, a comunicação e tentarei demonstrar quais são as implicações no corpo.

Este curso é fruto da minha pesquisa acadêmica, que culminou na dissertação de mestrado no qual eu estudei a relação entre pornografia e política no Brasil e agora tenho o prazer de compartilhar minhas descobertas com os alunos deste curso.


		Imagem do evento Filosofia Política: Pornocracia no Brasil - Segundo Ciclo

THIAGO ALIXANDRE é bailarino, coregrafo e cantor profissional, produtor cultural, crítico de dança no Jornal Gazeta de Votorantim desde 2013, presidente do conselho municipal de cultura de Votorantim (2016/2021), professor de teoria e prática da dança, filosofia e teorias do corpo. Idealizador e coordenador do Núcleo de Artes e Educação Parque da Autonomia, idealizador e coordenador da Mostra Nacional Dança na Pedreira (2011, 2012, 2014 e 2016), graduado em Filosofia pela UNIMES e mestrando em Comunicação e semiótica pela PUC-SP orientado pela professora e crítica de dança Helena Katz. É ainda membro pesquisador do CED (centro de estudos em dança da PUC-SP) foi professor universitário na faculdade de artes cênicas Célia Helena (2020).

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