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II Semana da Genealogia do Museu da Imigração

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Ciclo de palestras no Zoom.

Sobre este evento

O ciclo de palestras acontecerá pelo Zoom ao vivo* (não é possível ter acesso às gravações, com exceção ao dia 1), sempre às 18h, com duração entre 1h e 1h30min. A inscrição tem o valor de R$150 e vale para todos os dias (não é possível fracionar o curso). Vagas limitadas.

PROGRAMAÇÃO

(Dia 01) 25/10 – “O ensino de genealogia em nível universitário: o exemplo da Universidade de Nîmes (França)”

* palestra gravada. Áudio original em francês com legenda em português

Resumo: Em um período em que a genealogia aparece como um dos passatempos preferidos dos franceses, a Universidade de Nîmes desenvolveu várias qualificações que permitem aos alunos seguir um curso universitário em um tema que, para alguns, não passa de um lazer.

Trata-se de criar uma verdadeira formação profissional, apoiada em temas de pesquisa, pois se a genealogia está firmemente ancorada no presente, ela também está orientada para o futuro e em contato com questões da nossa sociedade.

Como parte da II Semana da Genealogia, organizada pelo Museu da Imigração do Estado de São Paulo, desejamos mostrar que a pesquisa genealógica se aproxima do acervo do museu no contexto da imigração.

Assim como no Museu da Imigração, fazer genealogia, pelo menos na França, é coletar documentos oficiais, objetos, fotografias e as memórias das outras gerações. Mas a genealogia também é um dever de escrita.  Devemos transmitir nossas descobertas às gerações futuras. Somos apenas elos de uma corrente sem fim. Cabe a nós criar novos arquivos, baseados em micro histórias. Aprender genealogia na universidade passa por todas essas etapas.

Palestrantes:

- Isabelle ORTEGA é professora titular de história medieval na Universidade de Nîmes. É mestre e doutora em história medieval. Sua tese de doutorado discorre sobre as linhagens nobres na Moreia latina (séculos XIII – XV). Atualmente é a responsável pelo área de Genealogia na Universidade de Nîmes.

- Stéphane COSSON é professor do curso de Genealogia na Universidade de Nîmes. Possui mestrado (master 2) em arquivística e antropologia da família, bem como mestrado em história (master 1). É genealogista profissional há vinte anos e autor de diversos artigos publicados em revistas especializadas.

- Fabien ALMANZY é professor do curso de Genealogia na Universidade de Nîmes. Graduado em História  e com diploma de especialização em Genealogia pela Universidade de Nîmes. É genealogia profissional, associado a Stéphane Cosson há dois anos, encarregado da parte sucessorial.

(Dia 02) 26/10 - "O Brasil Colonial: Genealogia dos judeus sefaraditas"

Resumo: Desde os primórdios, os cristãos novos, (judeus convertidos pela força na Espanha e Portugal), tiveram sua presença no Brasil. A partir do ano de 1500, as caravelas de Pedro Álvares Cabral contavam com judeus que fugiam dia-a-dia da realidade socioeconômica, cultural e religiosa existente na Península Ibérica. As perseguições inquisitoriais causaram também uma fuga em massa destes judeus.

No contexto da história dos judeus no Brasil, a palestra abordará a chegada destes conversos e suas principais atividades econômicas no sistema das “capitanias hereditárias” determinado pela coroa lusitana. Apresentaremos cristãos novos como Gaspar da Gama e João Ramalho que desempenharam papel essencial no cultivo da cana de açúcar e na exploração do trabalho escravo.

O ponto principal será, naturalmente, o estudo das etimologias dos nomes e sobrenomes dos cristãos novos, herança significativa da cultura judaica nos trópicos até os dias de hoje. Ao debater as origens dos sobrenomes “sefaraditas” (Sefarad era o nome atribuído à Península Ibérica nas fontes judaicas), faremos menção a nomes bíblicos, nomes patronímicos, nomes de profissões, nomes surgidos das características pessoais dos judeus e dos conversos, sobrenomes extraídos das árvores frutíferas e sobrenomes originários animais dentre outros.

Encerraremos a nossa fala trazendo a produção literária de relevantes vultos da literatura de origem judaica, personalidades como Bento Teixeira, Ambrósio Fernandes Brandão e Antônio José da Silva “O judeu”, este último considerado o verdadeiro pai do teatro brasileiro.

Palestrante:

- Prof. Reuven FAINGOLD é historiador e educador nascido na Argentina. Possui seu mestrado e doutorado em História e História Judaica pela Universidade Hebraica de Jerusalém. É fundador da “Sociedade Genealógica Judaica do Brasil”. Foi Diretor Educacional do “Memorial do Holocausto” em São Paulo e atualmente mora em Israel ministrando suas aulas on-line.

(Dia 03) 27/10 – Imigração Lituana no Brasil / Pesquisa de Registros de Imigrantes nas décadas de 1920 e 1930

Resumo - Imigração Lituana no Brasil: por meio de fotografias e documentos apresentar as características da Lituânia e o processo de migração nos anos 1920 a 1930, a chegada dos lituanos no Brasil, suas primeiras organizações, produção cultural e a formação de uma imprensa em idioma lituano que circulava em São Paulo. Demonstrar o impacto da Segunda Guerra Mundial nos países Bálticos e como se deu o processo de entrada dos Deslocados de Guerra (DP) no Brasil, na segunda metade da década de 1940.

Resumo – Pesquisa de Registros de Imigrantes nas décadas de 1920 e 1930: O objetivo da oficina é apresentar quais são os caminhos mais adequados para pesquisar registros de migrantes que chegaram no Brasil nas décadas de 1920 e 1930, principal período das migrações de lituanos e de muitos outros povos do leste europeu em direção ao estado de São Paulo. Abordaremos questões relacionadas às matrículas em Hospedarias de Imigrantes, listas de bordo, requerimentos, bem como os Registros de Estrangeiros (RNE).

Palestrantes:

- Prof. Erick R. G. ZEN é doutor e mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Foi Visiting Scholar na Columbia University/SIPA (2015-2016) e Pós-doutor pela PUC/SP (2018-2019). É autor dos livros Imigração e Revolução (Edusp, 2010), Identidade em Conflito (EdUfscar, 2014) e Báltico (Almedina, 2020).

- Henrique TRINDADE é historiador (FFLCH/USP) e pesquisador do Museu da Imigração. É pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação (LEER/USP) e mestrando do programa de Pós-Graduação em História Social (FFLCH/USP) onde desenvolve pesquisa sobre as relações entre fluxos migratórios e epidemias em São Paulo (1887-1918).

(Dia 04) 28/10 - Documentação manuscrita entre os séculos XVI-XIX: a Paleografia como ferramenta para o estudo de histórias africanas e afro-brasileiras

Resumo: Há nos arquivos brasileiros, e também arquivos internacionais que podem ser facilmente acessados graças aos seus acervos digitalizados, um sem fim de possibilidades de trabalho e análise de histórias e ancestralidades de indivíduos ou famílias escravizadas na África, transportadas em navios negreiros, e estabelecidas no Brasil. Vieram aos milhões e sofreram toda a ordem de violências, mas também se inseriram e contribuíram para a construção da nossa sociedade e cultura. Portanto, há importância no estudo da arte e técnica de paleografar para que uma vasta documentação possa ser lida e analisada, e então possamos compreender que por vezes a história africana se confunde com a nossa, pois ambas as margens do Atlântico foram costuradas a ponto miúdo.

Palestrante:

Profa. Priscila M. WEBER é pesquisadora de Pós-doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo. Doutora e Mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul com estágio de doutorado-sanduíche na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Atualmente é professora assistente na Universidade Federal de Pelotas, membro fundadora e coordenadora do GT África da Associação Nacional de História, Seção Rio Grande do Sul, com a gestão História da África para todes.

Desenvolveu técnica paleografia para leitura de manuscritos em língua portuguesa através de experiência de pesquisa em instituições no exterior como a Academia das Ciências de Lisboa, Biblioteca Nacional de Portugal, Arquivo Municipal de Évora, Arquivo Nacional da Torre do Tombo e Arquivo Histórico Ultramarino, na Bibliothèque Nationale de France - Richelieu Louvois em Paris e na British Library em Londres.

(Dia 05) 29/10 - História, Língua, Toponomástica, Arquitetura e Tradições das comunidades ítalo-venetas no Brasil.

Resumo: Uma viagem virtual da Itália ao Brasil visa apresentar a história, a língua e a cultura das comunidades ítalo-vêneto-brasileiras, aprofundando o sentido de emigrar e de ter que sair do país em busca de uma vida melhor na sonhada Mèrica.

É o conto de uma viagem só de ida com sacrifícios e dificuldades que marcaram e transformaram o imaginário de quem corajosamente abandonou sua terra e sua família com a esperança de um futuro melhor.

Hoje ainda é forte a ligação com a terra de origem através do patrimônio único de uma cultura ítalo-vêneto-brasileira que se cristalizou ao longo de quase 150 anos nesta parte sul do mundo, reconhecível na língua talian, na toponomástica, nos costumes e tradições, na gastronomia, na música e sobretudo na identidade de seus descendentes que ainda olham para além-mar com um amor incondicional pela terra natal de seus ancestrais.

Palestrante:

Profa. Giorgia MIAZZO é italiana, professora, intérprete, tradutora juramentada, escritora, jornalista e tour leader habilitada. É consultora da Regione Veneto pelo Fluxos Migratórios e presidente do Centro Studi Grandi Migrazioni. Idealizou projetos como Cantando in talian o veneto-brasilian, Viaggio di sola andata per la Mèrica, Racconti di due mondi, Veneti al de là del mar, Le Grandi Migrazioni, Grand Tour do Sul, Occhi oltre il mare.

Estabeleceu o comitê científico VSA-M da Universidade de Estudos de Pádua e o projeto permanente Grandi Migrazioni, colaborando com o MEI – Museo Nazionale dell’Emigrazione de Genova.

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Organizador Museu da Imigração

Organizador de II Semana da Genealogia do Museu da Imigração

O Museu da Imigração ocupa parte das edificações da antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás, que, entre 1887 e 1978, recebeu, acolheu e encaminhou para postos de trabalho mais de 2,5 milhões de imigrantes, migrantes e refugiados. Dormitórios, refeitório, hospital, enfermaria, sala de registro, estação férrea e agência de colocação foram alguns dos vários ambientes que compunham esse conjunto arquitetônico, cuja construção está intimamente ligada a políticas de substituição da mão de obra escrava, de povoamento do interior paulista e de incremento da economia local. 

Em 1993, foi criado o museu, com a missão de preservar, pesquisar e comunicar a imigração no estado de São Paulo. Atualmente, neste edifício são abrigadas coleções, e realizadas exposições e programações culturais que celebram e problematizam a temática em uma perspectiva histórica e contemporânea. 

Funcionamento: Terça a sábado, das 9h às 17h. Domingos e feriados, das 10h às 17h. 

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