Imaginários sociais e mobilizações para futuros coletivos

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Descrição do evento
3 encontros em uma jornada de 8h 25/11 - quarta - 19h-21:30h 28/11 - sábado - 10h-13h 02/12 - quarta - 19h-21:30h

Sobre este evento

Estamos vivendo um período de colapso dos sistemas vivos do nosso corpo coletivo, no qual todas as pessoas são convidadas a dançar (no escuro e desajeitadamente) com as complexidades da existência. Na nossa frente, um espelho nos faz questionar as raízes dos nossos modos de ser e existir no mundo, e que nos faz refletir sobre como contribuímos, individual e coletivamente, com a sustentação das crises sistêmicas que enfrentamos.

Essas crises se sustentam porque tentamos repetidamente desatar os nós que interseccionam nossos problemas nessa teia de interdependências que é a vida, através de um racionalismo rígido que fecha nossas mentes para a imaginação, a experimentação e a possibilidade do erro. Um imaginário coletivo estreito que nos tranca em caixas e nos impede de sentir e criar novos mundos.

Mas se os imaginários sociais tem efeito colateral direto na forma como nos organizamos, por que criamos narrativas em que o futuro é um lugar onde inteligência artificial cria campo para a mais concentração de poder e dominação enquanto uma corrida espacial é pano de fundo? Como essas criações imagéticas nos ajudaram a criar simbolicamente a ideia de que a "tecnologia" nos salvaria? Como esses imaginários contribuem para a crise de sentido que vivemos hoje?

Acreditamos que os imaginários sociais são a grande chave dessa mudança cultural que já começou a acontecer. Será que podemos coletivamente imaginar e performar possibilidades para que outras formas de habitar esse mundo se manifestem? Como podemos nos articular enquanto corpo coletivo? Como podemos perceber outros pontos de vista e percepções?

Mais do que inovação, precisamos agora de desenvolver as relações. Por isso vamos adentrar uma jornada criativa através de interações, experiências e processos que criam espaço para outras formas de se relacionar e se movimentar nesse mundo. Vamos subverter os conceitos pré-estabelecidos e despertar a intuição reprimida para co-criar possibilidades de nos relacionar de forma mais regenerativa com um planeta machucado, levando em consideração as violências sistêmicas desse corpo coletivo.

Vamos envisionar futuros decoloniais, futuros ancestrais, afrofuturos, futuros queer, futuros species queer, futuros regenerativos e tantos outros. vem com a gente!

Como o curso vai ser organizado?

Os quatro facilitadores estarão presentes em todas as aulas, trazendo múltiplas visões e percepções sobre os temas apresentados. As aulas serão dadas pelo aplicativo ZOOM.

  1. Primeiro encontro: Raízes das Crises sistêmicas e imaginários - Vamos falar falar sobre a crise da modernidade e influência da cultura na percepção da realidade
  2. Segundo encontro: Relações entre humanos e não-humanos - Nesse encontro, vamos falar sobre mudanças nos imaginários e desafios de ser em coletivo
  3. Terceiro Encontro: Criar mundos junto com: O Futuro é Agora - Uma experiência interativa para mobilização

Temas que vamos abordar:

  • Crise da modernidade
  • Transformações sistêmicas
  • Imaginário social e narrativa
  • Crenças e Epistemicídio
  • Imaginários do agora e percepção da realidade
  • Imaginários da mídia e produção cultural
  • Cultura e memes
  • Mudanças no imaginário e transformações subjetivas
  • Mitos e histórias ancestrais
  • Micro e macro políticas
  • Desafios do ser coletivo e colaborativo

+ infos

  • ao final de cada encontro vamos mandar um email com experiências para viver os temas das aulas em formato de filmes, livros, exposições e rolês
  • as aulas serão gravadas e serão disponibilizadas para quem não puder assistir na hora (se você for fazer o curso todo através das aulas gravadas, avise para gente)
  • os slides da aula serão enviados no final do curso em final de ebook

autores e coletivos que inspiram nossa pesquisa: Bayo Akomolafe, Silvio Almeida, Kate Raworth, Donna Haraway, Ailton Krenak, Djamila Ribeiro, Vanessa Andreotti e coletivo Gestos a Futuros Decoloniais, Lélia Gonzalez, Grada Kilomba, Paul B. Preciado, Eliane Brum, Conceição Evaristo, Katiúscia Ribeiro, Juliana Martins, Suely Rolnik, Charles Eisenstein, Janine benyus, povos indígenas em especial os que participam da Teia das Cinco Curas e a todo o mundo não-humano que nos inspira todos os dias, em especial os rios que nos ensinaram a fluir até aqui e fungos que nos ensinam as artes de morrer e renascer.

Facilitadores:

Anna Denardin (@annadenardinart): Ativadora de Redes na América Latina do Global Regeneration Colab e mestranda em sustentabilidade na arquitetura, investiga biomimética e pensamento sistêmico para criar parâmetros de regeneração inspirados nos sistemas vivos. É também ilustradora e designer gráfica e já participou de exposições femininas coletivas na América Latina, Ásia, Rússia e Europa.

André Carvalhal (@carvalhando): Escritor, consultor e especialista em design para sustentabilidade. Autor dos best-sellers "A Moda Imita a Vida", “Moda com Propósito”, do finalista do prêmio Jabuti 2019 “Viva o fim” e o mais recente, “Como salvar o futuro”.

Yane Mendes (@eu_sou_yane): Cineasta periférica de Recife Pernambuco e criadora da Rede Tumulto. Utiliza o audiovisual como potencializador de narrativas periféricas para denunciar e conquistar direitos tão negligenciados pelo Estado. Defende o protagonismo dos seres políticos da periferia que vivencia a violação de direitos do estado desde de sempre e acredita na importância de falarmos sobre as potências criativas dentro das favelas.

Maria Clara Parente (@mclaraparente): Pesquisadora de crises sistêmicos e outras formas de habitar esse planeta. Jornalista, atriz e documentarista, estudou Comunicação para Transição na Schumacher College(UK). É cofundadora do projeto This is not the Truth e co- diretora da série ‘O que está Emergindo?’, que ganhou prêmio de melhor roteiro no Rio WebFest 2019. É colaboradora da revista Emerge e do Projeto Colabora.

Produtora Parceira:

Luisa de Castro (@luisadecastrojm): Bacharel em Produção Cultural pela UFF e atualmente é assessora técnica na Subsecretaria de Cultura do município de Itaboraí. Foi produtora em duas edições do Festival Anima Mundi, produtora executiva no Festival Interculturalidade (2016) e no Festival de Música Instrumental (2016). No audiovisual foi produtora da premiada série documental O que está Emergindo? das diretoras Camilla Cardoso e Maria Clara Parente e produtora dos cursos e eventos realizados pelo projeto This is not the truth desde 2018.

Evento realizado pelo projeto This is not the truth(@thisisnotthetruth) em parceria com a Rede Tumulto (@redetumulto) e Futuro Possível(@futuropossivel)

Artes: Anna Dennardin

Mande suas dúvidas ou questões através do email thetruththisisnot@gmail.com ou do instagram @thisisnotthetruth

Obs: Se você curtiu muito esse rolê e quer muito vir nessa com a gente mas a grana está curta, conta para gente a situação e porque você quer envisionar com a gente. Vamos oferecer 5 vagas sociais, totalmente gratuitas, priorizando mulheres negras, indígenas, quilombolas, LGBTQ+. e que participam de coletivos e movimentos sociais. Manda mensagem para gente!

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