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Mini Cine | Ciclo de curtas-metragens independentes

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A programação do Mini Cine, que exibe curtas-metragens independentes nacionais e internacionais no Instituto Ling, segue no ambiente virtual. Com curadoria da LORA, além da seleção de conteúdos e obras cinematográficas para o público desfrutar de casa, realizaremos uma live para debater as indicações e a temática do mês. A cada novo ciclo, Manu Fetter, curadora do projeto, conversa com um convidado que esteja em harmonia com os assuntos abordados nos filmes selecionados.

Nesta edição, a seleção de curtas-metragens reflete sobre a ótica de gênero a partir de diferentes perspectivas, realidades e territorialidades. Este enfoque temático é um convite à contemplação da pluralidade da nossa expressão e dos nossos corpos enquanto seres em alteridade e autenticidades múltiplas. Para conversar sobre a temática e os filmes escolhidos, Manu recebe a artista Élle de Bernardini, mulher transexual que aborda em sua obra a intersecção entre questões de gênero, sexualidade, política e identidade com a história da humanidade e da arte.

• Filmes •

Muxes (2016), de Ivan Olita

México | 10 min | Classificação 14 anos

Sinopse: O documentário de Ivan Olita apresenta os confins do estado de Oaxaca, no sul, onde nas comunidades indígenas ao redor da cidade de Juchitán o mundo não se divide simplesmente em homens e mulheres. O povo zapoteca local abriu espaço para uma terceira categoria, que eles chamam de "muxes" - homens que se consideram mulheres e vivem em um limbo socialmente sancionado entre os dois gêneros.

Comentário da Curadora: Um documentário para lembrar onde encontramos a verdadeira sabedoria, justamente nas culturas que buscamos apagar colonialmente. A obra nos retrata uma cultura em que o gênero não binário existe naturalmente em meio a expressões e linguagem, o que para o mundo urbano contemporâneo se mostra como uma evolução. Lá é uma tradição, um conhecimento sábio ontológico e semântico. "Há homens e mulheres, e há algo no meio, que sou eu.”

Diamante, O Bailarina (2016), de Pedro Jorge

Brasil | 22 min | Classificação 18 anos

Sinopse: Voe como uma borboleta, ferroe como uma abelha.

O filme ganhou mais de 20 prêmios em mostras e festivais brasileiros e esteve entre os dez curtas mais votados pelo júri popular no 13° Cine Fest Gato Preto de São Paulo, em 2017.

Comentário da curadora: Esta obra brasileira deve ser considerada motivo de orgulho nacional por tratar de uma história de autenticidade de expressão e de valores em alteridade. Diante da era dos extremos que vivemos, uma narrativa equilibrada e pacífica como esta é símbolo de lembrança e esperança, e de que podemos confiar na capacidade de evolução cognitiva dos seres humanos. O filme ainda nos expõe o valor de nos reconhecermos e de validarmos nossas habilidades em manifesto das nossas identidades.

Ivy (2019), de Sara Samsøe

Dinamarca | 10 min | Classificação 18 anos

Sinopse: As interrogações que transitam de um sexo para outro são inúmeras. A irreversibilidade do processo será a mais premente. A história de Ivy fala sobre isso mesmo: do reencontro inicial ao abandono de si e pelos outros, da realidade de quem tomou uma decisão.

Comentário da curadora: A maneira como esta obra fílmica se expressa nos transpõe à realidade de um corpo em transição. A combinação inovadora de técnicas cinematográficas faz com que nos sintamos perto da personagem, ao ponto de acompanharmos um dos momentos mais íntimos de sua vida. Ivy é uma modelo dinamarquesa que nos encanta pela coragem e determinação. Ela nos expõe suas vulnerabilidades e conseguimos nos colocar em seu lugar.

O Órfão (2018), de Carolina Markowicz

Brasil | 15 min | Classificação 14 anos

Sinopse: Jonathas, um menino órfão, é adotado por uma nova família. Porém, em seguida, o garoto é devolvido ao orfanato, possivelmente pelo seu jeito afeminado. Baseado em fatos reais.

O filme venceu o Queer Palm - prêmio para produções de temática LGBT - no Festival de Cannes 2018.

Comentário da curadora: O filme brasileiro que percorreu inúmeros festivais internacionais pelo mundo levou ao ambiente externo uma história que reflete em prisma duas grandes questões da nossa sociedade contemporânea: o preconceito estrutural e o sistema falho e individualista de consumo aplicado a um mercado de emoções e indivíduos, o fluxo da adoção. Tendo estes dois vértices bem-marcados, o filme nos impacta e provoca reflexão acerca de quando começa nosso processo de julgamento do outro e quando nos permitimos desafiar nossos pré-conceitos em nome do amor.

Os Sapatos de Aristeu (2009), de René Guerra

Brasil | 17 min | Classificação livre

Sinopse: O corpo de uma travesti morta é preparado por outras travestis para o velório. A família, após receber o corpo, decide enterrá-lo como homem. Uma procissão de travestis então se encaminha para o velório para dizer adeus. Os sapatos são calçados. A morte é apenas uma janela.

O filme recebeu mais de 30 prêmios no Brasil e exterior, entre eles o Grande Prêmio Canal Brasil (2009), Grande Prêmio Silhouette Short Film Festival, em Paris, e Melhor Ficção Internacional no 6º Curtocircuito, em Santiago de Compostela.

Comentário da curadora: Uma história real de mobilização coletiva pelos valores e escolhas individuais. O filme nos expõe a ontologia paradoxal entre família biológica e família social, formada por atração e identificação. Uma história sobre esta relação afetiva que comprova como a representatividade pode transformar valores conservadores, desde suas raízes mais profundas.

Esta programação é uma realização do Instituto Ling e Ministério do Turismo / Governo Federal, com patrocínio da Crown Embalagens e Fitesa.

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Organizador Instituto Ling

Organizador de Mini Cine | Ciclo de curtas-metragens independentes

Entidade sem fins lucrativos voltada a investimentos em educação, cultura e saúde.

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