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Mostra Cine Luz - “Outras Cidades”

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Centro Cultural Casa Da Luz

Mauá, 512

São Paulo, São Paulo 01028000

Brazil

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Descrição do evento

Descrição

Percorrer o território de uma gigante como São Paulo e não reconhecer a “revolta signos” é impossível. As manifestações culturais urbanas pulsam conforme o andar da carruagem e denunciam as diversas falhas do sistema público.

Na paisagem da cidade evidenciam-se signos que surgem para derrotar o sistema comum das apelações, e o uso do espaço público por certos grupos sociais muitas vezes se dá pela resistência.

A mostra "Outras Cidades", pretende revelar a cidade existente e como representação de um imaginário que constata a falência do “público” do projeto social, a cidade como espaço de conflito, de sociabilidade e de manifestações sociais e artísticas.

A mostra começa com a exibição de “Situacionistas” (Brasil/2017), filme de Murilo Romão, paulistano skatista profissional e produtor audiovisual, que documenta de forma bastante poética a prática do skate no espaço urbano e seus conflitos. Conforme o doutor e mestre em Antropologia Social (USP). Situacionista“trata-se de mais uma produção focada em apresentar não apenas o exercício de uma prática corporal — o skate —, mas também os usos criativos que podem ser feitos das cidades” (Giancarlo Machado, 2017). O filme ganhou prêmio de Melhor Longa Metragem Nacional no Mimpi - Festival Internacional de Filmes de Surfe e Skate de 2016, no Rio de Janeiro.

Seguimos com o documentário “Olhar Instigado” (Brasil/2016), de Chico Gomes e Felipe Lion. O filme revela a partir da experiência de três artistas plásticos na cidade de São Paulo - Alexandre Orion, Bruno Locuras e André Monteiro (o Pato) -, a ocupação dos espaços públicos urbanos pela arte, seus impactos no cotidiano dos citadinos e os conflitos sociopolíticos existentes. Olhar instigado “coloca em discussão temas urgentes para São Paulo: ocupação dos espaços públicos, a pichação e o grafite”.

E para fechar, faremos um caloroso bate papo com nossos convidados.

*Jorge Bassani, artista plástico, Prof. Dr. da Faculdade de Arquitetura da USP. Desde 1980 tem desenvolvido trabalhos na área de Arte & Cidade, é autor de esculturas e intervenções temporárias, principalmente em São Paulo e atua nos seguintes temas: arte e cidade, arte urbana, a cidade contemporânea, arte e ambiente e arquitetura e cultura.

*Murilo Romão, skatista profissional e produtor audiovisual. Criador do Coletivo Flanantes, Murilo vem retratando através de suas produções de vídeo independentes o uso do espaço público urbano pelos skatista enquanto legítima manifestação corporal.

Programação

19:00h - Situacionistas

Filme de Murilo Romão

Skate/Documentário/Brasil - 2017 (28’)

19:50h - Olhar Instigado

Filme de Chico Gomes e Felipe Lion

Documentário/Brasil - 2018 (71’)

20:15h - Debate com convidados

22:00h - Encerramento da mostra (fechamento do Centro Cultural Casa da Luz).

Sinopse do filmes

Situacionistas

Em meio a um caos aparente ou diante de uma ordenação inesperada, os skatistas estão a ocupar as brechas do urbano valendo-se, pois, daquilo que poucos notam. A materialidade da cidade é explorada de maneira astuciosa por aqueles que não medem esforços para perscrutar suas infinitas possibilidades. Verdadeiros flanantes e apreciadores das texturas, eles não se comportam em seus lugares em virtude das missões que planejam cumprir: conquistar toda sorte de espaços, esgarçar os significados de seus equipamentos, ampliar as vozes daquilo que é público. Instigado por estas potencialidades citadinas do skate, Murilo Romão, skatista profissional e produtor audiovisual, lança seu mais novo projeto. Intitulado Situacionistas, trata-se de mais uma produção focada em apresentar não apenas o exercício de uma prática corporal — o skate —, mas também os usos criativos que podem ser feitos das cidades. Assim como nos demais títulos já lançados por ele ("Ser do Centro", "Flanantes" e "Sob a aparente desordem"), o vídeo em questão conta com a participação de streeteiros natos, como Didi Wanks; Luiz Apelão; Leo Fagundes; Daniel Marques; Marcelo Garcia; Klaus Bohms, dentre outros, além do próprio Murilo Romão. Todos buscam picos nos mais variados locais, das pedras portuguesas do centrão paulistano aos mármores de Paris, das profundezas de Porto Alegre ao calor de Salvador. Entre manobras técnicas e conflitos, entre a sensação de se perder em ambientes familiares e o exercício da alteridade, Situacionistas nada mais mostra as situações cotidianas que fazem dos skatistas sujeitos urbanos de difícil captura (Texto por Giancarlo Machado).

Direção: Murilo Romão
Direção de arte: André Porto
Motion: André Porto e Thiago Dantas
Trilha: Hurtmold; Soul One; Sono TWS; Klaus Bohms; Marco Nalesso e A Fundação;
São Paulo Underground.
Olhar Instigado

São Paulo, capital econômica do Brasil, cidade de contradições e paradoxos, um pedaço urbano de um país cujo espaço público é construído e estruturado através das divergências e convergências. Neste contexto, três artistas - Alexandre Orion, Bruno Locuras e André Monteiro, o Pato – buscam representar, através de suas artes, a maior cidade da América do Sul em todos os seus detalhes e particularidades.

Direção: Felipe Lion, Chico Gomes
Música composta por: Arthur Decloedt
Edição: Oswaldo Santana
Elenco: Alexandre Órion, André Monteiro, Bruno Locuras
Produção: Paula Cosenza, Willy Biondani, Denise Gomes

“O documentário Olhar Instigado é um filme sobre espaços e suas ocupações. Os primeiros minutos do longa mostram São Paulo, suas ruas e avenidas, espaços de mobilidade. Aos poucos, o filme começa a ganhar forma e se concentra em três artistas Alexandre Orion, André Monteiro, conhecido como Pato, e Bruno Locuras. Cada um deles mantém uma relação peculiar com o espaço, e com sua arte busca ocupá-lo. Orion é artista multimídia e encontra em São Paulo “uma cidade carregada de significados”. Pato é artista plástico e grafiteiro, cujos desenhos são conhecidos pelo seu colorido. E, por fim, Locuras é pichador e documentarista. A partir dos depoimentos do trio, os diretores Chico Gomes e Felipe Lion investigam a relação deles com a cidade tendo a arte como mediadora. O filme, por sua vez, está muito bem servido com a arte dos três, tanto no processo, quanto no resultado final – além de tudo já espalhado por São Paulo. “Todo trabalho feito na rua é político”, diz Orion. É essa a máxima que o filme busca ressaltar, de forma sutil, e é capaz de ilustrar em vários momentos – especialmente, é claro, pelos depoimentos do trio. Assim, o filme coloca em discussão temas urgentes para São Paulo: ocupação dos espaços públicos, a pichação e o grafite. Mas também há uma estranha necessidade do filme de estetizar as imagens, tornar tudo bonito e atraente, e, em algumas cenas, parecer comercial de televisão”. (Alysson Oliveira, 2017).


Maitê B. Pinheiro





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